quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Cartão de crédito:Ajuda ou piora minha saúde financeira?

Cartão de crédito:Ajuda ou piora minha saúde financeira?

É fato que a cultura brasileira não inclui Educação Financeira, o que torna muito comum a dificuldade da população em manter suas contas em dia e economizar. Mesmo com salário baixo, é possível fazer uma reserva mensal programada, que poderá ser usada para os mais diversos fins no futuro próximo ou distante.

A Educação Financeira não se restringe a pessoas com melhores condições financeiras, inclusive, pode permitir que qualquer pessoa possa chegar até um patamar confortável e saudável de seu orçamento.

Uma das ciladas mais conhecidas de endividamento são os cartões de crédito. A ironia é que ele também é uma ferramenta muito útil para o dia a dia, quando usado com moderação.

Com a modernização tecnológica nas instituições financeiras, é cada vez mais raro o uso de dinheiro para pagar contas. Cartão de crédito nunca foi tão importante, trazendo inúmeras facilitações diárias. O problema é exatamente não conseguir ter controle sobre seu uso e acabar entrando em endividamentos sérios e que podem derrubar seu orçamento.

Vantagens de ter um cartão de crédito

Cartão de crédito é um item que surgiu para facilitar o dia a dia das pessoas, agilizando suas finanças. Porém, quando não é usado com moderação e inteligência, pode se transformar num grande problema. Tudo porque a falta de controle pode levar ao excesso de consumo, um descontrole nas parcelas e acabar causando o caos no orçamento mensal.

Dessa forma, quando o cliente pergunta se vale a pena ter um cartão de crédito e se vai ajudar ou piorar a situação financeira, a resposta é: depende. Porque o principal fator é a forma como se lida com o orçamento e o uso inteligente de uma ferramenta que pode ser eficaz na organização financeira.

Criado na década de 1920, nos Estados Unidos, o dono de um restaurante decidiu criar uma espécie de cartão de fidelidade, oferecido a clientes mais fiéis. Por meio desse cartão, eles poderiam consumir e pagar a conta numa data pré-determinada. Mas foi só em 1949 que o conceito real do cartão de crédito surgiu.

Foi Frank MacNamara quem teve a ideia de criar um cartão com o nome do seu titular, que pudesse substituir o dinheiro e talão de cheques para efetuar as compras. E os pagamentos eram feitos numa data mensal acordada, sem o pagamento de juros, se não houvesse atrasos. O nome do cartão era The Diners Club, que existe até hoje e cujo material era papel-cartão e com a adesão inicial de 27 restaurantes. Só pessoas com representatividade social poderia ter um, que equivalia a cerca de 200.

O sucesso foi tão grande que repercutiu numa procura elevada, tanto de novos adeptos quanto de estabelecimentos. Seu formato e constituição melhoraram, expandiu as fronteiras e se tornou internacional, e outras empresas começaram a ter seu próprio cartão, como o American Express, o BankAmericard, que virou Visa, e o Master Charge, que se tornou Mastercard.

No Brasil, o Diners foi a primeira empresa a entrar no mercado, mas com limitações. Foi mesmo a Credicard a primeira empresa a tornar o cartão de crédito viável no Brasil, que acabou comprando a Diners brasileira e só fez crescer com a economia do país.

As bandeiras aceitas no Brasil atualmente são a Mastercard, Visa, Elo, American Express, Diner Club e Hipercard. Todas podem ter variações provate label, ou seja, com a marca de lojas do varejo ou de causas sociais, cuja renda pode ser revertida para o projeto de destaque.

A principal vantagem de um cartão de crédito é a possibilidade de compra de produto ou serviço, sem a necessidade de ter dinheiro físico de imediato.

Também não é exigido talão de cheque, aprovação de crediários ou produção de nota promissória. O cliente ganha um prazo para fazer o pagamento da fatura e ainda pode parcelar o produto, de acordo com a oferta da loja, pagando o valor mensal em cada fatura.

Alguns cartões não possuem anuidade e ainda oferecem benefícios de acordo com o uso. O mais famoso deles é o atrelado a milhas de viagens. Com o uso e o seu pagamento, o cliente tem revertido o valor em milhagens que podem ser trocadas por passagens áreas.

As compras, hoje, também podem ser feitas online e nem sempre é preciso o cartão físico, já que há sistemas diferentes de seu uso como pulseiras e até QR Code.

Além de todas essas vantagens, os cartões de crédito são aceitos para praticamente todas as atividades. Desde aluguel de carro até um lanche em uma carrocinha da esquina.

“Maquininhas” de cartão de crédito vêm popularizando a modalidade e permitindo que os microempresários também possam receber dessa forma.

Riscos de ter um cartão de crédito

Diante de tantas vantagens, parece impossível não ceder à tentação de ter um cartão de crédito e incluí-lo no orçamento.

É verdade que quando é usado com cuidado, essas vantagens podem ajudar a ter um controle financeiro ainda maior e obter vantagens como pagamento parcelado sem juros, aproveitar promoções e poder de compra em atividades emergenciais.

Mas de acordo com o perfil do brasileiro, e sua notória dificuldade em manter o orçamento financeiro mensal bem organizado, 8 a cada dez pessoas com cartão de crédito apresentam algum tipo de dívida sobre ele. Sejam compras efetuadas além dos recebimentos ou o exagero em compras parceladas que saiu do controle.

Se o cliente pagar o valor mínimo do rotativo, sem fechar um parcelamento da pendência que congela os juros, ele pode entrar numa verdadeira bola de neve que cresce de forma ininterrupta.

Tudo porque os juros de uma pendência com o cartão de crédito é dos maiores no Brasil e rapidamente leva o devedor ao caos financeiro e à perda de crédito com a negativação do nome.

Abaixo, listamos as principais armadilhas de um cartão de crédito e como fugir delas:

1. Parcelamento de compras

Parcelar as compras é uma ótima forma de ter um produto mais caro e conseguir pagá-lo sem apertar o orçamento. O problema é quando se perde o controle sobre quantas compras foram parceladas e o valor que elas terão na fatura mensal.

Além disso, há parcelamentos muito prolongados que, a médio prazo, podem minar o orçamento.

2. Não ter planejamento para seu uso

Como qualquer produto financeiro e até o uso do dinheiro vivo, é preciso ter um planejamento para seu uso correto. Não basta ter um cartão com limites e comprar desordenadamente, porque a conta chegará, mas nem sempre se terá dinheiro suficiente para pagá-la.

O ideal é ter um limite mensal para seu uso, até mesmo para o pagamento das parcelas. Sempre deixando uma margem de limite para emergências. É muito comum que o cliente seja surpreendido com um alto valor da fatura, feito por compras de valores menores parceladas.

3. Evite o rotativo

A opção por pagar a fatura pelo valor mínimo é uma das armadilhas mais cruéis. O juros do valor pendente é altíssimo e, geralmente, se une a novas compras no mês. Dessa forma, cada fatura vem ainda maior do que a do mês anterior, até se transformar num valor impossível de pagar.

4. Cartão com anuidade

O cartão de crédito é um benefício para o cliente, mas uma forma de lucro para os bancos. Um desses ganhos é por meio da anuidade, que serve como um tipo de aluguel para ter essa facilidade. Cobrada em parcelas que são incluídas nas faturas, nem sempre oferecem outro benefício senão o do uso do próprio cartão.

Mas hoje, muitos cartões excluem a anuidade ou atrelam a ela descontos, conforme o uso contínuo. Há muitos bancos que aceitam negociação sobre o valor, a partir do uso de outros serviços bancários. É sempre bom averiguar.

5. Desconhecer as vantagens oferecidas

Não são só o desconto da anuidade, mas cada bandeira de cartão possui outras vantagens para seus afiliados. Descontos em viagens, ingressos de teatro, shows, restaurantes, brindes, programas de fidelidade e outros benefícios, que geralmente são incluídos com o valor da fatura paga.

Se há dúvidas sobre o uso de cartão de crédito, opte sempre pelo controle. Quanto mais for possível manter um limite pessoal em dia e não extrapolar o orçamento familiar, melhor será para usufruir de todos os seus benefícios.

Saiba mais sobre cartão de crédito, finanças e outras informações atualizadas do mercado financeiro, por meio dos artigos inéditos no site www.anjocred.com.br


https://anjocred.com.br/cartao-de-credito-ajuda-ou-piora-minha-saude-financeira/

Cheque caução: entenda o que é e como funciona

Cheque caução: entenda o que é e como funciona

Para quem acreditava que os cheques tinham se aposentado, o cheque caução permanece firme e forte no mercado. É um cheque comum, mas usado com a finalidade de garantir o pagamento posterior sobre um produto ou serviço. Além disso, a proposta é que ele não seja compensado, a não ser que o compromisso firmado não seja realizado.

A ideia do cheque caução é bastante antiga e ainda praticada pelo comércio, requisitado para alugueis de imóveis, internações em hospitais particulares com pacientes sem plano de saúde e outros serviços . Ele é um instrumento que o comerciante ou locatário tem, em não ficar no prejuízo caso não seja cumprido o pagamento.

Cheque caução como garantia imobiliária

A palavra “caução” significa garantia, o que explica literalmente a proposta dessa modalidade financeira de pagamento. Considerada uma prática informal, o cheque é uma ferramenta que oferece segurança de pagamento para quem está prestando um serviço ou comercializando um produto.

O aluguel de imóveis, em especial, é um dos processos que utilizam o cheque caução. Como os contratos de locação imobiliária ainda são bastante burocráticos, pelo valor e importância do bem locado, as imobiliárias e os donos dos imóveis exigem garantias de que o aluguel será pago conforme estipula o contrato. Como não basta apenas a afirmação oral da negociação, é preciso garantias como o fiador, depósito ou o caução.

Encontrar um fiador é uma das maiores dificuldades encontradas para quem deseja alugar um imóvel. Ninguém deseja colocar seu imóvel como garantia do pagamento de prestações, mesmo sendo de um parente próximo, tudo porque os riscos são altos e o bem caro demais para ser exposto. Caso o locatário não pague o aluguel, ele pode ser acionado pela justiça para pagar as pendências e sair do imóvel sob ordem de despejo. Se ainda assim não pagar, o juiz determina que o fiador pague, sob risco de colocar o seu imóvel em leilão para quitar a dívida.

Sem o fiador, as negociações poderiam ser prejudicadas até que surge o depósito e o cheque caução. Com essas opções, é possível alugar um imóvel até mesmo em outra cidade ou Estado, onde não é possível utilizar o imóvel de um fiador próximo. No caso do depósito, o locatário e o dono do imóvel abrem uma conta conjunta e específica para que sejam transferidos os valores de pelo menos três meses de aluguel. A ideia é que esse valor não seja utilizado, sendo devolvido ao locatário no fim do contrato com todas as correções monetárias. Caso ele deixe de pagar algum aluguel, ele será debitado dessa conta.

O cheque caução tem uma finalidade semelhante, mas muito mais prática. O locatário pode preencher apenas um cheque, no valor equivalente a três alugueis, ou três cheques para cada mês que possa não ser pago. Como é mais prático, as partes envolvidas têm controle maior sobre ele.

O preenchimento do cheque caução para locação imobiliária é simples. Além dos valores numéricos e assinatura, ele deve ser nominal, para evitar que terceiros o utilizem. No verso do cheque pode ser escrito que ele é caução e resumir em qual circunstância deve ser depositado. Essas informações podem incluir o dia que foi combinado para depósito, a data limite contratual e as circunstâncias que ele deve ser compensado. Se o locador depositar o cheque caução após a data contratual e com todas as parcelas pagas, ele pode ser arrolado como estelionatário.

A praticidade do cheque caução é nítida. Se houver atraso ou não pagamento, basta depositar o cheque para que ele seja compensado. Se não tiver fundos, o locador pode reapresentá-lo e protestá-lo em cartório, assim como abrir um processo contra o locatário, que também sofrerá com o bloqueio de sua conta corrente e a inclusão de seu nome em órgãos de proteção ao crédito.

Em comparação ao fiador, para obter o dinheiro dos aluguéis atrasados, o locador deverá entrar com um processo e, caso nenhum acordo seja feito, só conseguirá obter o valor da dívida caso o imóvel de fiança vá para leilão. Todo esse processo pode demorar muitos anos e não ter o resultado desejado.

Outras opções de uso do cheque caução, vantagens e desvantagens

O cheque caução também é muito comum para locação de veículos, como forma de proteger a locadora de um possível ressarcimento por danos. Após a devolução do veículo, o carro passa por uma vistoria e o cheque é devolvido para o locatário. Mas se não houver devolução do veículo ou ele apresentar danos causados pelo condutor, a empresa poderá depositar o cheque para diminuir seus prejuízos.

Qualquer outra negociação que utilize o cheque caução obedece à mesma lógica de depósito caso o acordo não seja cumprido. Porém, como se trata de uma negociação entre as partes, o banco não tem responsabilidade sobre o contrato e pode compensar o cheque caução mesmo que esteja fora das regras firmadas.

Afinal, ele é um cheque comum e que obedece as regras do Banco Central para saque ou depósito. Mas, se o locatário se sentir lesado por uma compensação indevida, poderá entrar com um processo no judiciário. O mesmo acontece se o cheque for devolvido por falta de fundos e a empresa estiver em seu direito acordado de compensá-lo. Ela pode acionar a justiça por fraude.

Para segurança do locatário, sempre que fizer uma negociação com o cheque caução ele deve requisitar um recibo comprovando a entrega. Esse documento é uma forma de proteção caso o cheque seja perdido ou o locador afirmar que não houve entrega do cheque. Ele faz o locador ser responsável pela entrega do cheque e também por qualquer outro prejuízo que possa ocorrer se ele for perdido.

Outra negociação que utiliza os cheques caução são os hospitais particulares. Quando o paciente se interna e não tem plano de saúde ou tem um acompanhante não coberto, o hospital requisita um cheque caução em branco, sem o valor mas com a assinatura do titular, como garantia de pagamento de eventuais despesas que possam surgir.

Uma lei datada de 2012 afirma que essa requisição do hospital é abusiva e criminosa, com punição prevista de multa e um ano de prisão. Os cheques caução serviam como uma nota promissória e eram dados em branco para que o hospital colocasse o valor das despesas e o compensasse. Apesar da lei, essa prática ainda é realizada por alguns hospitais e clínicas do país.

O cheque caução é um tipo de negociação que ainda encontra fôlego no país, mesmo que o uso dos cheques esteja em desuso. Para saber mais sobre os tipos de negociações, créditos e investimentos, leia os artigos da AnjoCred, que poderão ser muito úteis para suas decisões financeiras.

https://anjocred.com.br/cheque-caucao-entenda-o-que-e-e-como-funciona/

Como utilizar a economia doméstica no supermercado?

Como utilizar a economia doméstica no supermercado?

Atualmente, a economia doméstica é um dos assuntos mais pesquisados, com o intuito de aprender a lidar não só com as finanças pessoais, mas também todo o orçamento familiar. A Revolução Industrial criou na sociedade uma necessidade de se organizar financeiramente para obter maior qualidade de vida e conseguir ter mais controle sobre a nova modalidade de consumo.

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O foco do momento é praticar uma economia mais sustentável e a frear o consumo, especialmente no supermercado. E não basta apenas reservar uma parte do dinheiro para as compras, sem antes modificar atitudes viciosas que levam ao consumo desregrado e equivocado. Fazer um planejamento de compras no supermercado é essencial para obter tudo o que realmente precisa, com qualidade e sem gastar tanto dinheiro.

A necessária economia doméstica no dia a dia

Quando se entende que os recursos são finitos, é possível entender o fundamento da economia doméstica. Ela envolve a educação, administração, nutrição e o social, que servem para construir o hábito de poupar e com isso, ter capacidade de adquirir no futuro a desejada independência financeira.

Porém, o Brasil não tem o hábito de poupar e é grande o número de inadimplentes com o nome incluído em serviços de proteção ao crédito. A dificuldade de manter o equilíbrio nas finanças, a falta do hábito de poupar e desperdício que se refletem no grande volume de lixo são características negativas do brasileiro. A economia doméstica tem como objetivo transformar os hábitos e a visão sobre o dinheiro, envolvendo todos os setores do cotidiano.

Afinal, por menor que seja a economia, ela é sempre bem-vinda. Especialmente em situações de crise, desemprego e oscilações financeiras, cada moeda economizada pode ser utilizada para outras situações e evitar endividamentos. Ter bons hábitos econômicos está diretamente ligado à forma como se entende e lida com o dinheiro, assim como a disciplina para mantê-lo sobre controle.

Quando se fala em economia doméstica, o corte de gastos é um componente essencial. A ação não vale para contas de primeira necessidade, mas para limpar os exageros desnecessários e que podem ser reavaliados num olhar mais racional. Dessa forma, a economia pode acontecer com um menor tempo de chuveiro, onde se poupa energia e água, diminuição do pacote de TV por assinatura, evitar ficar muito tempo ao telefone, aderir a pacotes mais econômicos entre outras ações.

A maior parte da população tem dificuldade em lidar com as entradas e saída financeiras. E pior, quase sempre o salário é menor do que as contas ou não consegue ter fôlego para chegar até o fim do mês. Por menor que seja o salário, é possível manter controle sobre os custos mensais e ainda ser capaz de economizar para realizar projetos futuros.

Parece milagre, mas na verdade, trata-se de planejamento mensal. Mesmo que os custos fixos e variáveis caibam dentro do salário e outras entradas financeiras, a ida ao mercado pode colocar toda a disciplina em risco. As prateleiras estão sempre plenas de tentações, capazes de abarrotar o carrinho de compras supérfluas e que duplicam o valor final.

O supermercado é um capítulo muito especial na economia doméstica, por aplicar diretamente toda a educação teórica obtida. Não é nada fácil colocar em prática o planejamento doméstico, quando se está diante de preços que não possuem linearidade e podem surpreender negativamente. E, ainda pior, quando envolve outros componentes da família, especialmente crianças, que possuem expectativas e desejos diferentes.

De nada adianta saber administrar corretamente os gastos com energia, telefone e gás, se diante do supermercado, as atitudes são de esbanjamento. Sem sair de casa com controle, mesmo que os preços estejam em uma superpromoção, a impulsividade pode direcionar a gastos extremos.

Novos hábitos para fazer compras no supermercado

A economia doméstica tem uma complexidade que vai muito além da matemática financeira. Ela envolve atitudes cotidianas que levam a uma maneira equivocada de lidar com as finanças, assim como a forma de pensar sobre o dia a dia. A educação financeira e, consequentemente, o orçamento familiar, envolve uma análise profunda sobre tudo o que se gasta, que ganha e que deseja.

O supermercado pode se tornar um dos grandes vilões da economia doméstica, quando não é administrado adequadamente. Embora cada consumidor tenha seu próprio perfil de compras, há algumas regras essenciais para realizar boas compras e não estourar o orçamento.

Confira abaixo, as dicas:

1 – Defina o orçamento

É fundamental que os valores disponíveis para as compras do supermercado estejam definidos no orçamento mensal. Dessa forma, é possível determinar limites nos gastos com o cartão de crédito ou débito e não ir além do que foi estabelecido.

2 – Crie uma lista de compras

A lista de compras é o parâmetro para adquirir tudo o que é realmente necessário e não se deixar seduzir por itens supérfluos. Faça em casa, conferindo todos os produtos que ainda tem no armário e na geladeira, para entender o que é preciso para renovar o estoque. Coloque a quantidade desejada e até mesmo a marca, para evitar esquecer de produtos e levar a novas idas ao supermercado e, consequentemente, novas compras.

3 – Coma antes

Ir ao supermercado com fome é o estopim para comprar muito mais do que precisa. A fome leva a se distrair com o que não é essencial e a acumular guloseimas no carrinho, que tendem a levar ao arrependimento e ao excesso.

4 – Pesquise preços

Evite comprar tudo num só supermercado, sem antes fazer uma boa pesquisa na região. Com a prática, é possível identificar o preço médio de cada produto e perceber quando o valor na gôndola é mais alto do que deveria. A pesquisa pode levar a boas surpresas promocionais e a uma economia significativa no final.

5 – Aproveite as promoções

Os dias com menor movimento são alvo de promoções dos supermercados e oportunidades excelentes para adquirir produtos. Há supermercados que denominam cada dia da semana para oferecer bons descontos num setor como de laticínios, carnes, limpeza e hortifruti, enquanto em períodos do mês surgem preços gerais mais convidativos. Aproveite para fazer suas compras nesses períodos e aproveitar ao máximo.

6 – Saiba comprar os produtos certos

Frutas, legumes e verduras são produtos sazonais e possuem grande variação de preços quando estão no período de colheita. O preço bem mais em conta também serve para produtos típicos da região, que levam a economia do frete para o balcão do supermercado.

7 – Evite os impulsos

Os promotores que oferecem degustação de produtos nos corredores do supermercado são grandes sedutores para as compras por impulsos. O mesmo ocorre com brindes e prêmios, que fazem com que se compre algo que não é tão necessário ou mais caro do que a marca que se está acostumado a comprar.

8 – Olhe a validade do produto

A falta de atenção na data de validade pode levar ao desperdício. Procure comprar os produtos que estão na parte de trás das prateleiras, que apresentam mais tempo de vencimento e organize no seu armário do mais próximo para o mais distante para não perder o prazo.

Faça a sua ida ao mercado o mais proveitosa possível. Ao adquirir produtos de qualidade, mais saudáveis e menos supérfluos, não é só o bolso que agradece, mas também a saúde. Acompanhe a página da Anjocred e conheça mais dicas para equilibrar as finanças!


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